"Poesias e Devaneios", Nº 148
Antes, vivíamos o dia
em nome dele mesmo, inteiro,
sem pressa pelo amanhã,
com o tempo por companheiro.
Esses dias já existiram,
e ainda vivem, escondidos,
em cantos que o tempo esquece,
nos vãos do céu mais perdido.
Todos veem só o que mostras,
tua forma, tua aparência,
mas poucos tocam a essência
que habita tua consciência.
Há quem entenda sozinho,
com lucidez verdadeira;
outros só seguem o rastro
de uma mente passageira.
E há os que nada percebem,
nem por si, nem por reflexo —
tateiam o mundo em vão,
sem rumo, sem nexo, sem nexo.
Antes, vivíamos o dia
em nome dele mesmo, inteiro,
sem pressa pelo amanhã,
com o tempo por companheiro.
Antes, vivíamos o DIA!
de todos os atos e de todos os fatos!"
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