sábado, 29 de agosto de 2015

Casualmente

"Poesias e Devaneios", Nº 24


Inevitável seria é se eu nunca mais te encontrasse, inevitável seria é se você se desintegrasse desse mundo, e dos meus pensamentos. Arrisco a dizer que o primeiro é mais fácil que o segundo.

O que dizer “oi” que quer dizer nada, ou não digo é nada, mas um “oi” esquisito sai... 
Digo “oi’ que quer dizer mais que qualquer poema de amor complexo, mas olha só...
Quando dizia que te amava, você dizia que me odiava, e quando eu perguntava porque você me odiava, a justificativa era porque você me amava.

Qual amor sobrevive à chamas imbecis de paixões imbecis? Eram paixões imbecis? Eram fortes ou efêmeras?

Já te disse que isso iria acontecer, e duvido, duvido muito que você não se abalou, não se comoveu com o simples “oi”, e realmente duvido...

Olha, você pode achar que tudo é bobagem, eu não iria argumentar contra isso, mas só colocar a mão na consciência. 

Vamos achar os erros de ambos?  Não tenho a menor motivação pra isso...

Você segue olhando pra si e eu faço o mesmo, vamos existindo, fisicamente, e também dento um do outro.


"Quer que eu seja sua unica paixão? Acha isso possível?"

sábado, 15 de agosto de 2015

Acerca das Armas

"Reflexões Pessoais", Nº 18


Não digo que as guerras seriam totalmente inevitáveis. Infelizmente isso não é possível, nem que seriam desejáveis, muito menos isso.

Não irei brandir uma espada com prazer, não irei sangrar a carne com deleite. 
Não importa o que será dito a respeito. Sou pacífico, nunca serei pacifista. Jamais. 

Minha espada, atemporal, minha arma, a lâmina, ela pode variar na forma e no funcionamento. Se hoje carrego uma pistola semiautomática, eu carregaria há uns 600 anos atrás talvez uma boa e aguda lâmina.

lâmina, pesada o suficiente pra cortar o pescoço de quem queria fazer o mesmo comigo.

Não é seu pacifismo que me irrita. Você não almeja paz, você almeja, sobretudo, poder. Poder hipócrita.

Não estou aqui pra instaurar o paraíso, mas pra impedir que o inferno se instale de vez, pois ele está na iminência.

Seus argumentos não encontram respaldo na realidade, simplesmente isso. 
Não amo a capacidade que as armas tem de potencial ofensivo. As admiro por sua precisão e engenhosidade. Precisão desde de uma lâmina pesada como uma clava e tão afiada como um bisturi cirúrgico. Engenhosidade de uma arma de fogo automática moderna. Elas são ferramentas, extensão das nossas intenções.

Não amo as armas por que elas matam, eu amo o que minhas armas defendem.

"Todos os profetas armados venceram, e os desarmados foram destruídos."


                                          


sábado, 18 de julho de 2015

Livramento

"Poesias e Devaneios", Nº 23


Por breve momento, não soube o que fui
Por algumas horas nem sei aonde iria
Livramento! Há tempos não sentia mais
Achei minha verdade. Impossível retornar agora

Tal verdade simples, crua
Desnuda, cruel
Se mostra sincera e agressiva
Me rasga de dentro pra fora

Em um instante algo mudou a minha vida
Recordo tal segundo, esperança desmedida
Vi estranhas nuances, outras cores, formas
Superei meus piores horrores

Aonde o meu senso ainda vai me levar?
Não sei, tenho que estar pronto
Ter força, honra e sentir a vida
Sempre, sem chegada nem partida 

Abro os olhos, não sinto mais ódio
No fim foram-se todos os meus medos
Nobre doutrina. Esse lugar
Isso é serenidade

"Para que a insistência? Se não sabe nem o que é, muito menos de onde veio, e no fim o que se tornou..."

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Não negues a devassidão

"Poesias e Devaneios", Nº 22


Escreverei para que lembremos dela que está lá no canto
Que foi e continua, desprezada por quem mal lhe considera
Diz que sofre dia após dia, faz-nos crer que é real teu karma
Mas mal ligou para palavras sem jeito porém sinceras

Não se entrega sem um jogo devasso
Tem certeza que é única, uma rainha diva, estrela Dalva
Aberta às casualidades da carne e do deleite
Ingênua, porém, e ainda tem muito o que aprender na vida

Quer que enxergamos lá no fundo de seus olhos
O brilho da sua alma
Se é que existe
Atitudes impensadas, até vis
Perdeu-se o brilho da inocência
E há muito tempo não se olha mais no espelho
Com a singeleza de uma menina
Seu caminho foi sem volta
Você é o que é

E não sinto pena de ti.



"...busquemos a felicidade dentro da alma e não fora..."





terça-feira, 16 de junho de 2015

Rotina

"Curtas", Nº 21


Aurora se render, tarde tombar
Sol se vai, breve aceitar
Absurdo da vida. Noite a chegar
No escuro: dúvidas, suor, chama
Para a alvorada o apagar
E sob a luz primeira do dilúculo
Às cinzas do sistema retornar...
Não cessa, mas cessará um dia.



É como se matar e renascer. Acho que eu já vivi cerca de dez ou quinze mil vidas.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Insônia

"Curtas", Nº 20


Ele dorme, e inclusive sonha.
Querendo nunca acreditar como chegou a esse ponto
Sem ter como retornar mais, não tem jeito, já era.

E pelos caminhos e lugares que buscou, nenhum o fez decifrar.
E o enigma da existência ele nunca desistiu de procurar.

O mundo antes grande, ficou muito pequeno, e o espírito da verdade, esse tão difícil encontrar.
Resta apenas o desejo, o de atingir outro lugar.
Tudo se repete, nada mais aconteceu

Vem angústia e ele acorda. Se pergunta o que fez
Descobriu o absoluto? O mundo se tornou absurdo e improvável
No fim é simples

Tudo se repete, nada mais acontece
.


"A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece, Mas mesmo acordada a Humanidade esquece. Exatamente. Mas não durmo."


sábado, 6 de junho de 2015

Penumbra dos Homens

"Poesias e Devaneios", Nº 21


Não importa o que você é, mas o que irá se tornar
Não importa onde estás, mas onde tentará chegar
Nem importa o que tens, mas o que poderá mostrar
Liberta do que te pesas, talvez assim conseguirá

Dos teus feitos mais sublimes?
Inúteis, não vão te transformar
Se apoiar no inexplicável?
É Tédio. Nada vai se revelar!

Das tentativas humanas e tansas
Ínfimos os caminhos a trilhar
Verdade obscura, inalcançável
No fim prevalecerá 

Supremacia da razão, busca exata da realidade
Breve sensação de triunfo, perfeita mediocridade 
Absurdo sobrenatural, diante de falha mortalidade
Superar breve existência, conquistar a eternidade

Perca sua essência, e você morrerá dentro de si.



"Antes de mais nada lembremos que morreremos e seremos esquecidos.
Portanto, busquemos a felicidade dentro da alma e não fora.
Entreguemo-nos ao nosso Espírito. Somente ele estará conosco após a morte."






quarta-feira, 13 de maio de 2015

Progressão

"Poesias e Devaneios", Nº 20


Não importa o que seja dito, eu quero tanto ela, amo tanto aquela menina, sinto algo tão forte por ela! Muitas vezes nem penso em mim de fato! Você virou de fato minha vida, e a vida vira de ponta cabeça, os planos mudam, e tudo molda na tua imagem, aquela que me molda e me desfaz, sua essência é minha necessidade. Seu olhar me seduziu, me hipnotizou. Não tenho nenhuma dúvida que você me satisfaz, e vai ser minha luz, meu porto seguro, em todos os sentidos que eu tente sentir e pensar! Te amo!

...

O que sinto por você não muda! Incrível, porque tudo conspira contra o que sinto, mas nada vai mudar a vontade de ficar contigo! Todas as opiniões contra mim, simplesmente desconsidero, porque você se tornou minha amada. Todo amor é um desafio. Tudo é (em si) desafio. Você é tudo pelo qual eu pretendo lutar, és o desafio final da minha vida e não ligo pras adversidades. Sigo sempre te amando.

...

Entendo que isso não faça sentido, que eu sinta algo que não tenha motivação, mas isso só na mente dos mais pessimistas, normal, isso já estamos acostumados a lidar, pessoas amarguradas e que estão frustradas com a empolgação alheia. Mas não quero nem descrever isso nem outras coisas que eu costumo escutar. Sei que você não deu nenhum sinal, isso eu compreendo, porque é comum você estranhar o fato de eu não me identificar, ou talvez você estar em uma uma situação que não possa me responder corretamente, mas nem seria possível, ora, porque não me identifiquei até agora, porque talvez nunca foi objetivo disso. Mas continuo te amando.

...

Tenho sido ausente nas respostas porque eu penso que não é necessária a minha escrita. Mas talvez seja só impressão. Te vejo por aí, andando, nas ruas, e toda vez que te vejo arrepio totalmente, já estive tão perto de você, sempre soube que, desde a primeira vez que te vi senti algo diferente. Não necessariamente aquele famoso clichê de “amor à primeira vista”, não digo isso, mas algo no mínimo diferente. Tento controlar. Sei que eu devo tentar, não devo desistir nunca de você, afinal, você é “meu amor secreto”,  e nada pode mudar isso. Mas só sinto um pouco de fraqueza.


...

É sim, talvez não haja resposta, nem tem como cobrar de você. Mas meses de tentativas vãs de correspondências, isso acaba com um estoque enorme de paciência. Minha capacidade de romantismo, que já é pequena, está mais escassa ainda ultimamente! Infelizmente você nunca ajudou, pelo fato enfim de demonstrar sua total ausência, em contrapartida com a presença de outras pessoas, é você tanto aquela pessoa que que há anos era meu rumo, mas sua ausência tem me demonstrado sua real resposta. Pode ser clichê, mas eu ainda posso dizer que continuo te querendo. Não vou sofrer por isso, mas não controlo o que sinto.

...

Sinto de certa forma uma falta de gostar tanto, mas talvez eu ainda goste muito dela, aquela pessoa, linda garota, que tem um sorriso breve e único, mas era ela, ainda sim não vou lamentar tanto, pois de certa forma sei que tudo aquilo foi em vão, mas lógico, nunca jogamos todo sentimento fora.

...

Temos que ter pé no chão sempre, não é alguém que mal sabe de minha existência que vai ditar o ritmo da minha vida não é mesmo? Realmente, temos que ter o pé no chão.


...

Amores efêmeros, sorrisos efêmeros, brincadeiras efêmeras? Já escrevi tantos textos, mas acho que aprendi a ter pé no chão. Não consigo me entregar assim dessa forma.

...

Esteja além do bem e do mal. Extraia o bem que há no mal e tome para si. Retire o mal que há no bem e jogue-o fora. Conduz-se facilmente a crença alheia quando se tenta direcioná-las no rumo de suas tendências naturais: seus desejos e medos. As pessoas acreditam facilmente no que temem e no que desejam.

...

O Papel aceita tudo. A vida não.




"Mas claro que não vou simplesmente destruir essa vontade que tenho de ficar junto de você, não necessariamente. 
São de pequenos devaneios assim que tocamos a vida, não é mesmo?"






segunda-feira, 11 de maio de 2015

Escrevi num caderno velho enquanto pensava

"Curtas", Nº 19


A questão não é "o que os outros vão pensar", e sim "o que EU vou pensar que os outros vão pensar".

Eu me julgo. Eu é que penso o que os outros vão pensar sobre mim.

O meu ego é quem julga.

Eu não sou meu ego, nem sou minha personalidade.

A voz que fala na minha cabeça é uma ferramenta, ela não é eu.

Os limites são ensinados na nossa criação, mas eles não existem.


Todo mundo é algo infinito, a Consciência.



O divertido é caminhar colocando aquele que nós achamos que somos, 
com aquele que a gente é, com aquele que deseja ser sempre em conflito junto com todas as outras possibilidades

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Algo sobre correspondência, ou "Como Vou Achar Você"?

"Reflexões Pessoais", Nº 17


Escrita é pouco, mas a forma de comunicação nossa inexiste, e olha não duvido de você ser inundada delas, as formas mas diversas de comunicação, onde estão presentes...
Mas normal, mesmo que eu tenha que mudar, talvez eu mude móveis e lembranças do lugar, isso pouco faz sentido, porque não é algo já desgastado...

Não adianta eu querer medir amor... gosto tanto de você, até preciso deixar escondido.
Mas tem uma simetria latente, nossos nomes  mesmos são praticamente idênticos... mais um ponto pra nossa simetria...

Eu acho tão lindo isso, isso de ser estranho, e eu sinto que a beleza é mesmo tão transiente, é uma idealização que existe na mente... talvez seja isso...

Talvez amanhã eu perceba que a quimera seja inatingível, talvez eu prefira esconder no que eu possa sentir, mesmo porque isso não tem menor intenção de acontecer.

Mas a simetria deriva de nossos nomes. Eles são simétricos, seriam virtualmente idênticos, e vejo você com mesmo título que eu, versão feminina, se ostentar de uma forma que não achei que seria provável,  nome  e sobrenome juntos iguais quase mas a junção de meros nomes não significam nada praticamente...

Mas é meio inútil escrever, pois você não vai ler, mas isso deixa pra la, pois vamos esquecer disso tudo.



"Acredite em mim! Eu realmente te quero, realmente sigo te amando!"


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Somos Muitos

"Reflexões Pessoais", Nº 16


Você poderá cair, pode se machucar, pode se sentir sozinho, e até pensar em desistir. Vai estar à um passo de jogar a toalha. Mas não vai, sabe porque? Porque quando cair, nós iremos te levantar. Gostaria também de salientar que não sou nem nunca fui um bobo ou utópico apaixonado por causas inúteis... Não sou nem nunca fui um idealista. Porém não deixo de crer em MIM, em VOCÊ, em NÓS, sempre!

Quando ferido for, nós vamos te socorrer. E quanto estiver só, olhará para o lado e verá que estamos todos contigo!

É preciso suportar a dor, sentir o amargo gosto do sangue, para enfim poder visar a vitória. Mas não se preocupe, não fará isso sozinho, estou com você!

Não abandonamos nossos próximos, nossos irmãos, não negamos socorro, nem faltamos com solidariedade. Estamos unidos na mesma causa, mudar o rumo da história, mas não podemos fazer isso sozinho, precisamos de você, eu preciso de você! Precisa entender a sua importância nisso tudo!

Nunca se sentirá só, nunca irá ficar para trás, porque eu vou te carregar onde eu for, que sejam os perigos ou ameaças, eu vou estar na sua frente, diante do perigo. Sua vida vale mais do que a minha, então porque eu o deixarei para trás? Eu não posso garantir que sairá inteiro, mas posso garantir que você volte!

Estamos juntos, numa causa única, num sentimento único!


Só saiba o nosso nome. Na verdade não há, mas nós chamamos Legião, pois somos muitos.


"Se eu progredir, segue-me, se eu morrer, vinga-me, se eu recuar, mata-me"


sábado, 18 de abril de 2015

Há tempos não te vejo

"Curtas", Nº 18


Provavelmente devo de dizer que faz muito tempo que não te vejo pela rua. 

Talvez me falte sorte mesmo.  Já devo ter te falando o quão forte é a sensação quando vejo você, realmente um calafrio percorre todo meu corpo e fico meio que sem ação. 

Não existe ainda a palavra “saudade” para tudo isso, porque obviamente não há a falta da presença de ambos pra sentir ta sentimento...mas de certa forma é o que eu poderia definir, sinto saudade de ter ver por acaso andando pela rua! Muita saudade!

Não irei repetir que te amo mais, mas digo: Eu te amo!




Não era você

"Curtas", Nº 17


Olhei, era você, mas não exatamente você.

Era você só em minha mente, porque era só alguém muito parecida com você, alguém quem pelos trejeitos e traços, pode lembrar vagamente tua figura.

Mas lógico, nunca, jamais seria parecida contigo, ilusão minha.

A ilusão é contínua, porque o simples fato da tua visão é ilusão, porque você mesma nunca existiu.

"Porque será que o meu mundo fica tão confuso se estou perto de você?"




quarta-feira, 8 de abril de 2015

Uma conversa entre amigos

"Diálogos Efêmeros", Nº 2


_Mas de qualquer forma olha, esqueci de dizer, e meus mais sinceros sentimentos pela sua avó, meu amigo.

_Olha tudo bem, obrigado! De certa forma ainda estou mal, ela era muito querida por mim e por todos, quiçá até mais que minha mãe, se posso dizer dessa forma, e talvez eu esteja sendo profano.

_De maneira nenhuma, cada um sabe o que sente por outas pessoas, como nossos entes queridos.

_Sim verdade.

_Mas e você rapa, o que me conta? Há um bom tempo não conversamos!

_Bom, não te conto nada de novo pra falar a verdade.

_Nada mesmo?

_Quer sabe? Tem algo sim, mas você realmente quer saber?

_Bom, geralmente você acaba falando alguma coisa. Principalmente sobre seus devaneios. E eu acabo ouvindo, não é mesmo?

_É, você tem razão. Tenho algo a dizer.

_Bom! Fala então, ora!

_Bom, de novo eu sonhei com ela...

_Interessante! Conte-me mais então!

_Bom, você está cansado de saber, sabe sempre como são esses sonhos utópicos, e sabe como são bobos? Mas isso não é necessário pra você saber. Isso é mais um sonho utópico, afinal, é apenas uma bobeira minha, mas você sabe que sempre foi. Sabe aquele sonho bobo, você sabe, sempre classificou como bobo, porque aquele esquema estranho, tudo está escrito. Eu escrevo num poema estranho, um anjo estranho e selvagem, anjo do céu, que trouxe pra mim, a mais bonita, que o céu trouxe pra mim. Isso não é algo bobo e sem sentido, aquela menina boba que nunca existiu, mas de certo, sabe aquela menina que nunca existiu nas cartas bobas que não foram respondidas? A menina... não vou citar o nome dela aqui..., que todos esses nomes não serviram? Ela sim, aquela menina que falei pra ela e pra mãe dela, o nome dela pouco importa, mas sim, porque eu sonhei com ela, ela e e a mãe dela, e simples, tanto ela como ela bastante empolgadas comigo, ela muito apaixonada e empolgada, e fico muito interessado no momento que ela e a mãe dela está bastante interessada no meu discurso sobre meu valores particulares, mas no momento certo eu falo que era eu quem escrevi aquilo tudo... mas tudo aquilo era um sonho imbecil, e aí? Tudo acaba, desaba, e fica como uma água, um líquido, manteiga, algo imbecil, e não, náo é interessante eu tentar relatar muita coisa.
Na verdade é melhor deixar quieto.

_Sim, mas esse foi seu erro, ficar sempre no anônimo, ficar só nos relatos, e ninguém vai saber o que você sente, e ficar aí, de bobeira.


_Desculpa, mas é melhor ela nunca saber, NUNCA.


"meu amigo, só escute o que eu te digo..."

quinta-feira, 26 de março de 2015

Soneto nº 12

"Poesias e Devaneios", Nº 19


Quando conto as horas que passam no relógio,
E a noite medonha vem naufragar o dia;
Quando vejo a violeta esmaecida,
E minguar seu viço pelo tempo embranquecida;
Quando vejo a alta copa de folhagens despida,
Que protegiam o rebanho do calor com sua sombra,
E a relva do verão atada em feixes
Ser carregada em fardos em viagem;
Então, questiono tua beleza,
Que deve fenecer com o vagar dos anos,
Como a doçura e a beleza se abandonam,
E morrem tão rápido enquanto outras crescem;
Nada detém a foice do Tempo,
A não ser os filhos, para perpetuá-lo após tua partida...


William Shakespeare



"O tempo, ora amigo, ora inimigo. Ele sim é incessável."

terça-feira, 10 de março de 2015

Um Soneto

"Poesias e Devaneios", Nº 18


Salve o amor que a vida despedaça!
Embevecido, torpe e desgraçado
Amor febril, dor que nunca passa
Torturante sonho já sepultado

Salve a vida de eternos desenganos!
O ser parte de tudo, sem ser parte...
O ser estranho entre outros humanos
O viver na Terra ansiando a Marte!

E a solidão no cosmos que desejas
Já não é dura prisão, é liberdade
É o fugir das dores e das pelejas

A que a humana existência nos condena
Que ninguém ouse chama-me covarde!
Por buscar a existência mais plena





"Não sucumbirei, não irei me refugiar em nenhuma ilusão"


terça-feira, 3 de março de 2015

Desejo ter você

"Poesias e Devaneios", Nº 17



Pensar que um simples amor, que vira paixão
Não vai te ferir....
Pensar que já conhece tudo
Sabe tudo sobe as regras do amor, da paixão repentina
É tudo tão estranho....
É fácil se perder
E a gente nem percebe estar envolvido
É a vitória do amor e da paixão
E o desejo de te ter no coração, totalmente!
Não vai passar nunca isso, você está em mim!




"O quão forte é a sensação quando vejo você, realmente um calafrio percorre todo meu corpo 
e fico meio que sem ação..."



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

“É da natureza dos humanos destruir um ao outro.”

"Frases de Filmes", Nº 3



No filme "The Terminator 2", também conhecido como T2 (no Brasil: O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, há uma cena onde Sarah, John e o Exterminador. Após Sarah escapar do Hospital Psiquiátrico Pescadero, e durante a fuga, no dia seguinte, param para comer um lanche em um posto de combustível, em meio ao Deserto do Mojave.

Em um dado momento, John observa duas crianças "brincando" com armas de brinquedo. Porém ambos os moleques entram em discordância em relação a qual dos dois realmente tomou um "tiro" primeiro, começando a brigar de verdade.

(Terminator 2: Judgment Day, Todos os direitos reservados à  Columbia Pictures Inc.)

Observando essa cena pitoresca, John prontamente observa que por trás do comportamento infante e lúdicos das crianças, trás à tona um verdadeiro instinto maligno dos seres humanos.

(Terminator 2: Judgment Day, Todos os direitos reservados à  Columbia Pictures Inc.)

"Não vamos sobreviver, não é? As pessoas não vão sobreviver..."

Uma observação triste porém realista, é evidenciada por John, pois o comportamento humano é muito analisado e levado em conta nesse filme, apesar de ter em evidência uma suposta ameaça vinda das máquinas, o principal fator destrutivo nessa série sempre foi o SER HUMANO.

De forma fria e sistemática, porém extremamente espirituosa, o Exterminador prontamente responde o comentário com a frase que descreve o título dessa postagem.


(Terminator 2: Judgment Day, Todos os direitos reservados à  Columbia Pictures Inc.)


“É da natureza dos humanos destruir um ao outro.” 

A máquina, a despeito de sua total falta de sentimentos, medos e desejos, fez uma análise do cenário em si. Toda aquela situação ilustrada na ficcção, toda a possibilidade e terror da total destruição da raça humana está totalmente aliada à capacidade única da nossa espécie, de que destruímos à nós mesmos, de forma imbecil. Somente o ser humano tem a imbecilidade de sujar à própria água que bebe.

É interessante como essa série de filmes, que tem como pano de fundo máquinas inteligentes, possa mostrar tanto da nossa natureza humana como nenhuma outra série poderia dizer. 

Desnecessária aqui uma análise sobre os danos à natureza que a espécie humana tem causado. Não é e nunca foi o objetivo desse blog. Talvez possamos extender o significado da frases a não só "destruir uns aos outros", mas sim "destruir à si mesmo".

Vou me ater simplesmente à uma análise mais voltada para o indivíduo.

Conforme a frase foi proferida, é da natureza nossa nos destruir. Basicamente somos nós mesmos que cultivamos hábitos que nos destroem, Cultivamos sentimentos que nos destroem. Sejam eles, vícios destrutivos, sentimentos infrutíferos, objetivos inatingíveis.

Infelizmente nós somos inatos para nos destruir das mais diversas formas possíveis. Sejam elas com aqueles costumes que nos trazem prejuízos físicos reais (fumo, álcool, drogas) como aqueles que nos trazem prejuízos psicológicos (excesso de expectativas para coisas irreais, sentimentos totalmente infrutíferos) e isso é o que realmente corrói em muito nossa qualidade de vida.

O que realmente fazer é difícil dizer, isso varia de pessoa pra pessoa, e varia muito, cada um deve buscar seu caminho para tentar parar essa auto-destruição que nos é tão inata, essa espécie contraditória. A máquina do filme analisa tão bem essa situação porque é de sua natureza apenas o raciocínio estéril e puro, sem nossos desejos, medos, vontades, arrependimentos e remorsos, que vão nos corroendo a medida que o tempo passa.

Qual o valor da vida, da nossa vida? Porque nós desperdiçamos ela com coisas que tem tão pouca importância em relação à essa nossa oportunidade de estarmos realmente vivos, vivendo e sonhando, realizando e construindo aquilo que nós idealizamos como nossos projetos? Não há preço pra isso, porque destruirmos com coisas tão irrisórias, que podem nos destruir e consumir recursos, energia e tudo mais, que apenas nos trarão gastos, sofrimentos, angústias e incertezas? 

Porque precisamos ser assim? Sem contar a real necessidade de destruirmos uns aos outros, ou nós mesmos? Desde guerras globais até simples comentários desfavoráveis ("fofocas") à pessoas próximas à si? Qual a necessidade de querer tanto denegrir a imagem das pessoas das quais muitas vezes você ou convive, ou trabalha junto, ou mesmo você aperta as mãos diariamente?

Mas eu não postaria aqui qualquer tipo de solução, "não desejar nada, não exigir nada, não esperar nada"? Não sou tão niilista pra pensar nessa solução que pra mim apenas é "enxugar gelo".

A natureza destrutiva do ser humano é algo difícil de entender.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Carta: "Saudade da vontade"

"Cartas Perdidas", Nº 11



Curitiba/PR - 20 de Dezembro de 1998


Existem ainda diversas dúvidas que nos cercam. Minhas e suas. As dúvidas crescem junto com outros pensamentos e sentimentos, portanto talvez essa carta seja um pouco mais longa.

Primeiramente devo dizer que te vi esses dias, depois de um bom tempo, pude te ver pessoalmente, mesmo que por ora você não saiba quem eu realmente sou, você estava perfeita, andando a beira do lago, no Bosque do Portugual. E devo te dizer que continua incrível o efeito que você causa em mim, e percebi que estão mais intensos do que nunca: calafrio, palpitação, e simplesmente fico sem jeito. E aumenta cada vez mais essa vontade louca do seu abraço! Perco a cabeça,me queimo em seu fogo! Você obviamente é meu presente que caiu do céu!

Gostaria também de salientar que não sou nem nunca fui um bobo apaixonado, e sempre tive uma certa dificuldade para tal. Dificilmente me apaixono ou me apego pelas pessoas que passam em minha, de forma que já tive alguns relacionamentos turbulentos, inclusive o meu último, que talvez você deva ter uma opinião formada sobre.

Mas não importa o quanto eu pense e tente achar uma solução ou um motivo pra sentir o que eu sinto por você, é simplesmente inexplicável. Sentimento ao mesmo tempo casto e puro, mas é ácido, selvagem, animal. Um querer mais que bem querer, ou um contentamento descontente? Como sempre finalizo, “sigo te amando, e te querendo”.
E também devo reconhecer prontamente que está tudo louco da forma como eu estou fazendo. 

Pra começo de conversa, quem manda cartas hoje em dias? Ninguém né? Acredito que não mandem desde uns três anos pra cá? Estamos já em pleno 1998 e olha, muita coisa mudou, tem esse tal de "email", talvez. Não sei porque eu estou fazendo isso, não faço a mínima ideia!

Talvez você esteja extremamente irritada porque eu só fico mandando cartas anônimas? Talvez você tenha rasgado todas elas? E o presente? Será que você aceitou? Jogou fora? Não! Espero que não tenha jogado fora, sou péssimo pra escolher presentes, ainda mais pra mulheres! Mas olha me esforcei ao máximo, espero que realmente você tenha gostado, e servido em você!

Mas infelizmente é o preço que eu pago pelo anonimato que mantenho, não saber simplesmente nada! Nem mesmo sua opinião sobre toda essa loucura. Ao menos tenho aos poucos mostrado pequenos detalhes que talvez te façam pensar quem eu possa ser.
Como eu te disse, quando você realmente ver quem sou eu, talvez você fique bastante surpresa, exploda em risadas, ou até mesmo fique empolgada comigo, afinal, pensando em possibilidades, existem aqui um cara que realmente pode te fazer feliz e mostrar todo um mundo novo, existindo uma clara diferença de personalidade entre nós, isso é um dos motivos que me atrai muito em você. 

Contudo talvez não seja tão óbvio assim, eu poderia afirmar que eu sou a última pessoa quem você pensaria estar escrevendo essas cartas! Então viaja no meu corpo, sem medo de ser feliz, sem medo!

Escrevi muitas coisas sobre você sentado à beira do Ópera do Arame. Essa cidade me consola, por saber que você reside aqui!

E espero que, por outro lado, eu não tenha causado confusões, se é que me entende, mas infelizmente não posso guardar mais isso comigo, pois cresceu fora de meu controle, e esse é o jogo da vida, do amor. Alguém sempre perde, inclusive poderá ser eu mesmo!

Porém acredite em mim! Eu realmente te quero, realmente sigo te amando! Eu não me prestaria esse papel à troco de nada, jamais! Estou sendo sincero em cada palavra.
À tempo, feliz natal e ótimo ano novo!

Saiba que aqui existe alguém que realmente está disposto a te fazer completa! Tão disposto como nunca estive, creio eu.

Mais uma vez vou ficar te esperando aqui.

Mais uma vez você vai,leva um pedaço de mim.

Te amo linda!


"Não posso simplesmente guardar isso dentro de mim que nunca de fato morreu e repentinamente voltou a crescer e martelar na minha cabeça nas minhas pouquíssimas horas de sono"