quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Var’barae

"Poesias e Devaneios", Nº 158

Var’barae — responso non mi-ven.
Verba mea: cinis in ventu.
Tu tacet: lex serena,
nam ego fui umbra abrupta.

Saudá, saudá: cora-rupí ardens.
Te voco sub luna, sub ferro.
Non culpa tua: taciturnum,
culpa mea: bis evanui.

Bis sumí — sine signo,
sine causa, sine facie.
Et tu, recta ut gladius vetus,
meum nomen abscidis.

In somno: tu venis.
Quartum, mensis octavus — omen.
Visio torva, sed vera,
tu: lumen in ruina.

Te novi per vox et vultus,
per somnia reditura.
Ergo scribo: ritus in atrum,
ut charta ad te perveniat.

Var’barae — responso non mi-ven.
Verba mea: cinis in ventu.
Tu tacet: lex serena,
nam ego fui umbra abrupta.

Var’barae, amo-te. Amo-te adhuc;
Semper amo-te. 
Etiam longe, etiam semper 



“Pretiá’mi es, quamquam nunquam coniunx erimus.”

 

Kalveni Lunaveris

"Poesias e Devaneios", Nº 157

Como um talismã pesado no dedo errado
carrego um amor que não nasceu pra mim
ela caminha leve, rumo a Lunária
e eu fico à margem, vendo a estrada sumir

Minha prometida dorme como quem guarda um segredo
seus olhos não me chamam pra nenhuma guerra
sou um Nilo sem caravana, sem canto
temendo Bréxia dentro do próprio peito

E eu sigo, mesmo sem mapa ou presságio
pois até Cael hesitou antes de partir
se amar é cruzar terras de cinza e névoa
então que eu ande — mesmo sem ninguém me seguir

O tempo me observa do alto de Serath
como um juiz antigo que nada perdoa
meu nome ecoa fraco nos vales de Irmor
ninguém responde, ninguém entoa

Trago promessas quebradas na mochila
como pedras roubadas de Kalven
se amar é jurar lealdade ao vazio
eu sigo fiel — mesmo sem ninguém que me espere

Mesmo sem ninguém que me espere, eu sigo fiel
Eu sigo fiel.

Kalveni Lunaveris!
Eu sigo fiel!
Kalveni Lunaveris




Kalveni!
te dei minha vida — minha vida era sua
foi sua… era toda sua
e ainda assim, eu sigo fiel.
Lunaveris!