"Poesias e Devaneios", Nº 157
Como um talismã pesado no dedo errado
carrego um amor que não nasceu pra mim
ela caminha leve, rumo a Lunária
e eu fico à margem, vendo a estrada sumir
Minha prometida dorme como quem guarda um segredo
seus olhos não me chamam pra nenhuma guerra
sou um Nilo sem caravana, sem canto
temendo Bréxia dentro do próprio peito
E eu sigo, mesmo sem mapa ou presságio
pois até Cael hesitou antes de partir
se amar é cruzar terras de cinza e névoa
então que eu ande — mesmo sem ninguém me seguir
O tempo me observa do alto de Serath
como um juiz antigo que nada perdoa
meu nome ecoa fraco nos vales de Irmor
ninguém responde, ninguém entoa
Trago promessas quebradas na mochila
como pedras roubadas de Kalven
se amar é jurar lealdade ao vazio
eu sigo fiel — mesmo sem ninguém que me espere
Mesmo sem ninguém que me espere, eu sigo fiel
Eu sigo fiel.
Kalveni Lunaveris!
Eu sigo fiel!
Kalveni Lunaveris
Lunaveris!

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