quinta-feira, 20 de junho de 2024

Redenção

"Poesias e Devaneios", Nº 112

Espero a redenção, mas que não virá,
Não desta vez, destino já diz.
De mim, dentro, surgirá,
E buscarei, em silêncio, em busca feliz.

As sombras da espera não mais serão,
Luz interior guiará no cais.
Que antes era dado, agora é missão,
Redenção de dentro, enfim minha paz.

Caminho ermo, mas sem temor,
Pois sei que dentro, habita a verdade.
Sem custo não virá, e sem favor,
Só em mim encontro, a real liberdade.

Cada passo dado é uma conquista,
Cada erro, uma lição.
A redenção, persista,
No próprio ser a visão

Então, sigo horizonte,
Em busca da paz, prometi.
Redenção é chama, fonte,
E nela, finalmente, me redimi.

Espero a redenção, mas que não virá!


"Talvez a redenção tenha histórias pra contar. Talvez o perdão está onde você caiu.
 Pra onde você pode escapar de si mesmo?"

terça-feira, 18 de junho de 2024

Crônicas de laços desfeitos e refeitos

"Curtas", Nº 49

Se eu ousasse redigir um volume sobre minha existência, ele careceria de encanto. Pois nele não poderia narrar o que realmente se passava em minha vida. Contudo, seria imperdoável omitir certas extravagâncias vividas unicamente ao teu lado.

Ah, aquelas noites tumultuadas, nas quais eu, em arroubos de audácia, saltava pela janela, enquanto você aguardava minha chegada com ardente expectativa. Ao adentrar, teus braços me envolviam, teus lábios me beijavam. Assim se iniciavam nossas noites, repletas de paixão.

Que tempos memoráveis foram aqueles! Porém, lamentavelmente, tiveram um desfecho. Um término que se deu apenas superficialmente, pois o que verdadeiramente importa está perpetuado na memória e em nossos corações. As alegrias experimentadas, as loucuras cometidas com tão profundo amor.

Na verdade, não se findou, pois aquele nosso amor, tão maravilhoso enquanto perdurou, foi eternizado.

Por: J.R.Santana




"Turbulentas noites turbulentas eternizaram memórias indeléveis."

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Amor Farisaico

"Poesias e Devaneios", Nº 111

Olhos, falso ouro reluz,
Mas coração, em sombras seduz.
Promessas doces, mel envenenado,
Amor farisaico, teatro ensaiado.

Sorriso plástico, palavras vazias,
Um abraço, uma teia
No palco da vida, atriz disfarçada,
Mentiras vestidas de brisa dourada.

Beijo gelado, carícias de gelo
Num mundo de farsa, mora o desvelo.
Olhar que mente, o toque que trai,
No véu do engano, verdade se vai.

Amor farisaico, um laço apertado,
Corrente invisível, um elo quebrado.
Coração que derrete, alma em rancor,
Teatro do amor, falso sem pudor.

Mas a luz do dia, tudo revela,
Máscara cai, verdade apela.
Momento se foi, na mentira se perde,
E a alma, cansada, em silêncio, se ergue.

Ergue-se firme, busca o real,
Além da ilusão, ardor infernal.
Esperança vã, asco verdadeiro,
Que floresça puro, além do nevoeiro.

Olhos, falso ouro reluz,
Mas coração, em sombras seduz.
Promessas doces, mel envenenado,
Amor farisaico, teatro ensaiado.

"Amor farisaico, promessas venenosas;
mentiras desveladas, corações dilacerados"




segunda-feira, 27 de maio de 2024

Toda culpa é energia estagnada

"Poesias e Devaneios", Nº 110

Toda culpa é energia estagnada:
Não muda o passado e não molda o futuro

Culpa, sombra que não cede,
Energia presa em corrente,
Não altera o que já se foi,
Nem o que o amanhã pressente.

Desperdício de alma e mente,
Apegada ao passado sombrio,
Não temos tempo a perder,
Na prisão do arrependimento frio.

A vida é chama ardente,
Um fluxo constante a seguir,
Culpa é peso, fardo imenso,
Que impede a alma de evoluir.

Deixe-a ir, liberte-se agora,
Abrace o instante presente,
O passado é página virada,
O futuro, um livro eloquente.

Vivamos com plenitude,
Sem amarras do ontem a temer,
Cada segundo é precioso,
Um convite eterno a viver.

Toda culpa é energia estagnada:
Não muda o passado e não molda o futuro
Toda culpa é desperdício,
E não tempos tempo para desperdiçar!

Temos que viver!


"As convicções são inimigas mais perigosas
da verdade do que as mentiras."


domingo, 26 de maio de 2024

Mecânica Celeste Aplicada

"Poesias e Devaneios", Nº 109

O Sol vê tudo
Mas não conhece o amor
De uma garota
Que tem o dom de deslocar assim
A Lua de Netuno no ar

E quando a noite vem
E traz consigo a dor
O Sol se apaga
E só um sonho a faz lembrar que
A noite sempre vai ter fim

E eu aposto que ele nem sabe
Onde fica Erechim
E não sabe o que é
Sofrer de amor

Mas se é assim
Ele está condenado a vagar
Por lugares sem luar
Sem luar

Se essa cidade
Te faz querer voltar
E se é saudade
O que te leva para lá
É só sonhar que está em seu lugar

A pior coisa
Que Platão já inventou
Foi o amor
Que só traz solidão

Mas ela vai reencontrar
O chimarrão e a amizade
Num solstício de verão
De verão
De verão...

Por Vinicius Gageiro Marques (Yoñlu) - EM MEMÓRIA



"Uma sociedade onde sequer uma lágrima é derramada já é mais
médio do que a mente pode conhecer."
Yoñlu





sábado, 11 de maio de 2024

De Manhã, Tudo Acaba!

"Poesias e Devaneios", Nº 108

Pela manhã, chega!
Luz, fim da história,
Consigo, separação esperada,
Sempre sei, terminar, sei que vai terminar.

O ciclo inexorável se esvai,
Como um rio, falta de amor esvai,
Os sonhos desvanecem, as palavras se calam,
E o adeus ecoa no silêncio do peito.

Cada amanhecer é um lento desapego,
Um romper de laços e de promessas,
Mas também é o início de uma nova jornada,
O renascimento de almas, livres de amarras.

E assim seguimos, fim e recomeço,
Sonora dança, do sabor despedida,
Sabendo alvorecer, que seja um lembrete,
De que tudo um dia, desfazer despedida.

Pela manhã, chega!
Luz, fim da história,
Consigo, separação esperada,
Sempre sei, terminar, sei que vai terminar.


Nossas emoções tomaram novos caminhos,
O sentimento que uma vez existiu agora se
esvai em sombras distantes.


domingo, 5 de maio de 2024

Diana no Espaço

"Poesias e Devaneios", Nº 107

Vazio silente, no cosmos ela desliza, 
Solitária sonda, além da Terra e da Lua,
Entre astros distantes, sua jornada desliza, 
Experimentando a solidão, no espaço flutua.

Longe de companhia, navega, 
Silêncio absoluto, frio criogênico,  
Contemplando a beleza que o universo carrega,
Lua e Terra, visão que extasia.

Cenário deslumbrante, espaço infinito, 
Dança entre estrelas, em sua jornada, 
Experimentando o silêncio, o frio, o mito,
Mas também a poesia que a alma embala.

Brilho da Lua, azul Terra distante, 
Encontra a beleza que transcende a dor, 
Numa dança cósmica, num ballet constante, 
Solidão e a poesia que o espaço traz em flor.

Assim a sonda, segue destino, 
Testemunha silente do universo a brilhar, 
Vastidão do espaço, um pequeno hino, 
À beleza extrema, ninguém pode apagar.

Vazio silente, no cosmos ela desliza, 
Solitária sonda, além da Terra e da Lua,
Entre astros distantes, sua jornada desliza, 
Experimentando a solidão, no espaço flutua!




Artemis 1

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Árvores falsas de plástico

"Poesias e Devaneios", Nº 106

Num mundo plástico e frágil, sem razão, 
Um regador verde em mãos, de ação, 
Regando uma planta, não floresce, 
Na ilusão que a mente oferece!

A cidade dos planos quebradiços,
Ela busca escapar dos seus vícios, 
Mas a fuga só a faz mais se perder, 
Neste labirinto sem fim, a sofrer.

Com um homem de poliestireno em desalento, 
Ele é apenas um eco do tempo, lamento, 
Passado de promessas vazias, 
Em um presente de ilusões frias.

Parece real, mas é só fachada, 
Um amor de plástico em jornada, 
Verdade é que dói, consome, 
Ela busca algo que a nome.

A dor cresce como um vulcão, 
Num ciclo de busca em vão, 
Entre o plástico e a ilusão,
Ela se perde na contramão.

Pudesse ser quem busca, quem sonha, 
Ela encontraria a verdade que ronha,
Mas presa na teia que ela mesma tece, 
Perde-se em falsas promessas e prece.

Tempo passa e a angústia se avoluma, 
Numa busca que a alma consome e pluma, 
Entre o plástico e a borracha, ela dança, 
Dança triste, sem esperança.

Num mundo plástico e frágil, sem razão, 
Um regador verde em mãos, de ação, 
Regando uma planta, não floresce, 
Na ilusão que a mente oferece!

Por Thom Yorke



"Ela parece com algo real, mas a gravidade sempre vence!"

sábado, 13 de abril de 2024

Além da Dualidade: O Jardim da Alma

"Poesias e Devaneios", Nº 105

Além do Bem e do Mal, navegar,
A Alma, o segredo desvendar.
Do mal, o bem arrancar, enfim,
Coração, sem fim, regue o jardim.

No bem, o mal se esconde, a espreitar,
Nas sombras da luz, a conspirar.
Mas com coragem, sem hesitar,
Do bem, o mal expulsar, libertar.

Crenças se tecem na mente a voar,
Desejos e medos a ecoar.
Na calma do ser, a verdade encontrar,
No não querer, a liberdade se alinhar.

Não desejar, não exigir, nem esperar,
Serenidade do ser, se ancorar.
Firme na jornada, mesmo em desatino,
No centro do caos, encontrar o destino.

Assim, além do bem e do mal, seguir,
Essência da alma, florescer, sorrir.
Sem despedaçar, afundar ou ruir,
Na força do ser, o universo fluir.

Além do Bem e do Mal, navegar,
A Alma, o segredo desvendar.
Do mal, o bem arrancar, enfim,
Coração, sem fim, regue o jardim.


"Temos que trabalhar interiormente no sentido de aceitar a realidade, 
ainda que está seja dolorosa."



segunda-feira, 8 de abril de 2024

Em Silêncio

"Poesias e Devaneios", Nº 104

Na calada da noite, escolho amar-te,
No silêncio, sem palavras, sem alarde.
Nesse mutismo, não há espaço para recusa,
Apenas eu e meu amor, num gesto audaz.

Na solidão das horas, meu coração te busca,
Entre as sombras, nossos destinos se entrelaçam.
Sob o manto da noite, onde ninguém nos vê,
Sussurro meu amor por ti, ao luar que reluz.

Prefiro a distância, um abismo entre nós,
Protegendo-me das dores, dos desgostos.
Entre milhas e milhas, meu afeto perdura,
Um vínculo etéreo, que nem o tempo apura.

Beijo-te no vento, numa carícia passageira,
Deixo meus desejos serem levados pelo ar.
Que eles encontrem teus lábios, onde estejas,
E te recordem do amor que sempre irá perdurar.

Nos meus sonhos, és a musa que inspira,
O eterno enredo de um romance sem fim.
Em abraços oníricos, nosso amor se eterniza,
Em um cenário intemporal, onde tudo é enfim.

Na calada da noite, escolho amar-te,
No silêncio, sem palavras, sem alarde.
Nesse mutismo, não há espaço para recusa,
Apenas eu e meu amor, num gesto audaz. 


Em frente seguir
Não teme arriscar
A semente, plantar
Vida intensa, voar!






terça-feira, 12 de março de 2024

Thabatta

"Poesias e Devaneios", Nº 103

No olhar dela, um mistério sem fim,
Sua alma reflete estrelas num céu sem fim.
Com determinação e coragem no peito,
Ela desbrava caminhos, sem medo do feito.

Seu sorriso é como o sol ao amanhecer,
Iluminando o mundo, fazendo-o florescer.
Com passos firmes, ela segue adiante,
Desafiando o destino, sem temer o instante.

Ela, que ecoa na mente,
Uma força da natureza, imponente e potente.
Com sua bravura, enfrenta os desafios,
Elevando-se sempre, rumo aos seus meios.

Seus olhos guardam segredos, histórias por contar,
Um oceano de emoções, pronto para navegar.
Ela, a heroína de sua própria jornada,
Com sua essência única, eternamente marcada

Que sua luz continue a brilhar, sem cessar,
Guiando-nos pelo caminho, a nos inspirar.
Absolutamente, símbolo de força e de fé,
Que seu destino seja grandioso, como você prevê.


"...Tão linda quanto sólida, ela amava a si mesmo o suficiente para ter
uma blindagem extra em seus sentimentos. Mas olhando no espelho ela via o
que era o seu universo no momento: ela mesma, uma linda menina quase mulher..."


sexta-feira, 1 de março de 2024

Horizonte Branco Ouro

"Poesias e Devaneios", Nº 102

Amanheço sem saber se sonhei, vivi, 
Seu som ecoa, sutil, dentro!
Porta entreaberta, luz que se esvai, 
Ainda sinto gosto, mesmo assim.

Luar pinta areia, memória sem fim, 
Queria aqui a cor, mas só há solidão. 
A porta aberta, esperança em mim, 
Ainda sinto gosto, em cada canção.

Nome ressoa no quarto, eco vazio, 
Esperando pela luz, traz alegria. 
Ainda sinto gosto, mesmo no desafio, 
Aguardando seu retorno, como o nascer do dia.

Luar reflete na areia, memória sem fim,
Queria estar, mas bastou solitude
Porta entreaberta, esperança em mim,
Ainda gosto, cada canção

Amanheço sem saber se sonhei, vivi, 
Seu som ecoa, sutil, dentro!
Porta entreaberta, luz que se esvai, 
Ainda sinto gosto, mesmo assim.

A porta aberta, esperança em mim, 
Ainda sinto gosto, em cada canção.




"Você pode encontrar as coisas que perdeu, mas nunca as que abandonou."


 

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Dois Oceanos

"Curtas", Nº 48

Um dia é efêmero para tanto amor,
Meu coração transborda, quer mais calor.
No corpo, anseio o teu toque, ardente,
O ano inteiro, sentir-te presente.

Na saia do tempo, quero me agarrar,
No sol da tua praia, quero me queimar.
Adoçar o mar dos meus desejos insanos,
No açúcar dos teus beijos, somos dois oceanos.


"She thinks she lost, but she didn't!
She never lost"



sábado, 27 de janeiro de 2024

Melodia Oculta e Verdades Embriagadas

"Poesias e Devaneios", Nº 101

Piores porres, gosto amargo persiste,
Boca de uma garrafa, memórias o tempo insiste.
Gosto de vidro, ressaca da verdade
Na noite embriaguez, a alma se entrega.

Uma festa acolhedora, casa cheia e repleta,
O Bardo dedilhando, violão cena secreta.
À paisana, ele canta, melodia própria e sua,
Enquanto eu, orgulhoso, oculto a ternura.

Num depósito de mistérios, loja vasta se desenha,
Chapéu na cabeça, desço, sentimentos me enleiam.
Celular toca! Ela na linha, do outro lado,
Garagem, ela sentada, olhar que me fascinado.

Bota preta e saia curta, estilo único, ela ostenta,
Aroma bom, abraços, cheiro que a alma sustenta.
Encaixe perfeito, típico sonho,
Mas a verdade, essencial!

Abraços e perguntas, ilusão se desenhando,
"Quer ouvir a verdade ou algo que te acalma?"
Pergunta ecoa, consciência martela, o coração dispara,
Ela fala, desperto antes, resposta na linha que não para.

Reflexão perdura, sonho desvanece,
Noites que o tempo esquece.
No enigma dos ébrios, se desenha,
A verdade se revela, que magoa e não resenha

Piores porres, gosto amargo persiste,
Boca de uma garrafa, memórias o tempo insiste.
Gosto de vidro, ressaca da verdade
Na noite embriaguez, a alma se entrega.




"(...)foi a melhor reflexão que eu tive disso tudo, a melhor reflexão..."



segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Escorri o tempo pelos meus dedos!

"Poesias e Devaneios", Nº 100

Escorri o tempo pelos meus dedos!

Perdi muita coisa!

As moscas que passaram na lâmpada...
No relógio da vida, vejo o ponteiro dançar,
Lamentação silenciosa, como folhas a tombar,
Na dança efêmera dos dias que foram perdidos.

No alvorecer da juventude, sonhos a florescer,
Mas o tempo implacável fez-se senhor do destino.
Entre risos e lágrimas, vi o passado fenecer, morrer
E a saudade teceu um manto, lúgubre e divino.

As horas corriam velozes, como rios a fluir,
E eu, espectador solitário, a ver o tempo partir.
Nas rugas do espelho, reflexo a envelhecer,
Lembranças ecoam, como ecos a ressoar a existir.

Ah, como anseio pelo retorno de momentos idos,
Quando a vida pulsava em compasso vibrante.
Hoje, contemplo o crepúsculo dos sonhos já idos,
No lamento das horas, no eco do passado distante.

Agora, diante do ocaso, deixo o tempo deslizar,
Entre dedos calejados, como grãos de areia a escoar.
Lamentação serena, no peito a ecoar o suspirar,
No silêncio da alma, o eco do tempo a se dissipar.

Perdi muita coisa!

Escorri o tempo pelos meus dedos...



Contra a foice do Tempo é vão combate...



terça-feira, 29 de agosto de 2023

Solipsismo

"Poesias e Devaneios", Nº 99

Noite, escuridão, EU persisto.
Enquanto você, no vazio, insiste.
Calor do amor, palpável e quente.
Mas seu mundo frio, nada se sente!

No ar que respiro, vida transborda!
Enquanto em sua ausência, tudo se acorda.
Eu existo, real, ser vivente,
Enquanto você, uma mente ausente.

Cada batida, meu coração ecoa.
Em contraste com a solidão, que você entoa.
Eu sou a vida, a essência, o movimento!
E você? Apenas um eco no silêncio.

Entre existência e ilusão, a distância é vasta.
Eu sou a chama que queima, a vida que arrasta!
Em mim, o pulsar do universo se assiste,
Enquanto em você, somente o vazio persiste.

Noite, escuridão, EU persisto.
Enquanto você, no vazio, insiste.
Calor do amor, palpável e quente.
Mas seu mundo frio, nada se sente!



“Minha imaginação me torna humano e me torna um tolo;
dá-me todo o mundo e dele me exila.”

- Ursula K. Le Guin




domingo, 30 de julho de 2023

Adeus, menina!

"Poesias e Devaneios", Nº 98

Menina, não vou ficar, eu vou
Eu vou pra entender
Quem eu sou!

Sem você, seguirei meu caminho
Dentro de mim, amor permanecerá
Em algum lugar calmo, o homem que também sou
Escolhe andar por onde vão seus pés

Aqui fico hoje, mas a moça que amava
Amanhã ou depois, estará em outro lugar
E ainda assim, que nos unia
Será eterno, sem fronteiras para cruzar

A moça agora é mulher!
Escrevendo seu destino, horizonte
Partir, amada, dizer adeus
Te prometo, quem quer, bem e amar

Ama como é, ama sua liberdade
E mesmo distante, presente
Te falo quem quer o bem
Para seu amor


Eu tenho que ir, amada
Adeus, menina!



"...não há último adeus, senão aquele que se não diz."

terça-feira, 11 de julho de 2023

Há certa loucura na bravura

"Poesias e Devaneios", Nº 97

Há certa loucura na bravura
Que nos move além dos limites
No ímpeto audaz, busca aventura
Onde coração ousa em frente

Na loucura, encontramos
Coragem e ousadia
Cada passo, alforria
Seguindo a intuição

A bravura faz voar
Além céus destemor
Asas fixas e mil sonhos
Da sensatez nova cor

Dança da vida,
Loucura e bravura
Entrelaçam jornadas
No chão, pé firme e alada

Louco bravio
Eterno navegante
Mares incertos,
Destino sextante

Em frente seguir
Não teme arriscar
A semente, plantar
Vida intensa, voar!

Há certa loucura na bravura
Que nos move além dos limites
No ímpeto audaz, busca aventura
Onde coração ousa em frente
!



Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna,
para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na
presença de muitas testemunhas.

1 Timóteo 6:12



quinta-feira, 29 de junho de 2023

Delusão Ascendente

"Poesias e Devaneios", Nº 96

Um véu, cada olhar
De sonhos, desejos
E agora, afinal,
Em excesso delusões

Enganamos aos bordões
Com promessas e encantos
E revela ilusões
Se desfaz meio aos prantos

Acreditar que não era
Prosopopéias fantasiosas
Mas agora claramente
Ilusões ardorosas

Iludindo e iludido
Em um jogo de enganos
Finalmente sem desfalque
Tua alma sem desmandos

Um véu, cada olhar
De sonhos, desejos
E agora, afinal,
Em excesso delusões



Apegado às palavras, a realidade se perde;
estagnado em frases, há delusão...


quinta-feira, 25 de maio de 2023

Cotard

"Poesias e Devaneios", Nº 95

Jazia sem vida, imerso na escuridão
Sem chão para pisar, nem céu para contemplar
Apenas uma existência vazia, sem sentido
Hoje, solo firme! Horizonte a brilhar!

Ergo-me das sombras, renascido em luz
Encontro os alicerces que sustentam meus passos
Para trás a apatia, a alma em turbulência
Avanço adiante, com fé nos meus traços

Cada passo renascimento, contemplo novo ser
A vida pulsa em meu peito, em cada respirar
Sinto-me despertar, a essência em ascensão
Um presente divino, não posso desperdiçar

Passado não me prende, livre meu caminhar
Desperto para um presente pleno da possibilidade
Para trás àquela sombra, da existência estagnada
Hoje, abraço o futuro! Gratidão e humildade

Cada dia que desperto, vivo assim estou
Chão sob meus pés, firme e seguro
Existo de verdade, em cada respiração
E caminho em direção ao futuro puro.


"O futuro vai ser tão brilhante que
nem vamos precisar de olhos para ver".


sábado, 6 de maio de 2023

Estrela Eterna? É real?

"Poesias e Devaneios", Nº 94

Na escuridão da noite, ergue-se a lenda sombria,
“O que é real?” sussurra nas sombras da memória.

Um segredo velado, uma verdade fugidia,
Uma fonte, a fonte de uma mágica história.

Pelos corredores da casa, o mistério se estende,
Uma estrela eterna, perdida nas profundezas.

A busca incansável, anseio não se rende,
Entre folhas e páginas, afloram tristezas.

No vão do tempo, um amor enlaçado,
Princesa e príncipe, união interrompida.
Estrela guardiã, elo que o destino enterrou,
“O que é real?” ressoa na alma, lembrança perdida, PERDIDA!

Pétalas caídas, o passado se desvanece,
Esperança é um suspiro que no peito pulsa.
Lenda se espalha, ecoando em cada prece,
Busca resgatar o que o tempo oculta.

Nas noites estreladas, a promessa se renova,
Um vislumbre de luz na escuridão profunda.
“O que é real?”, a crença que o coração aprova,
Um fio de esperança, uma história tão fecunda.

Ainda que o tempo teime em desfazer os laços,
A chama do amor permanece acesa.
No reino dos sonhos, entre risos e abraços,
A lenda persiste, imortal e indefesa.

E assim, ele avança com sua coragem,
Em busca da estrela que o destino ocultou.
“O que é real?”, o murmúrio que guia sua viagem,
Promessa de um amor que nunca se esvaiu.

Lenda urbana, um toque melancolia,
“O que é real?” ecoa âmago ferido.
Há sempre um vislumbre, esperança no dia!

A estrela eterna, em segredo, renasce em seu sentido.
A estrela eterna foi, em seu âmago, DIFAMADA
A estrela eterna, é, em essênssia, ETERNA. 



"L é real 2401"


sexta-feira, 14 de abril de 2023

Tarde ou cedo demais

"Curtas", Nº 47

A desventura do tempo se abateu sobre mim quando finalmente a encontrei, tarde demais para desfrutar de tudo o que ela tinha a oferecer. Mas antes disso, sem ter a chance de realmente conhecê-la, seu coração já havia sido cativado pela sua graça e encanto, mergulhando profundamente no amor que sentia.

Evidente paradoxo: tarde demais para apreciar, cedo demais para amar. O sentimento que lhe apoderou foi forte demais para ser ignorado, como se o destino tivesse brincado, pregando uma peça cruel em sua alma, o fazendo amar sem ter a chance de desfrutar.

O que ele poderá fazer agora, senão lamentar o que poderia ter sido, o que poderia ter acontecido se tivesse a chance de conhecê-la antes, de me aproximar antes que fosse tarde demais? Na certeza do sentimento permanecer ele se inertiza, mesmo que por ora não possa ser correspondido da maneira adequada.


"De que vale um nome, se o que chamamos rosa, sob outra designação teria igual perfume?"



sexta-feira, 24 de março de 2023

E meu coração forte, jamais irá falhar

"Poesias e Devaneios", Nº 93

Sinto que me levam, sem escolha minha,
E tudo ao redor parece turvo, sem nitidez.
Já vi essa cena antes, várias vezes repetida,
Mas não assim, com essa pressa e avidez.

Por que correm tão rápido, para onde vão?
As emergências nem sempre salvam a vida,
Mas não sinto medo, meu coração segue são,
Não estou pronto para deixar esta partida.

Talvez seja um sonho, uma ilusão passageira,
Mas a sensação é real, não há como negar.
Será que meu tempo chegou, a hora derradeira?
Ou ainda tenho coisas a fazer, minha vida a tocar?

Não quero partir, não agora, não assim,
Há tanto a explorar, descobrir, desvendar.
Ainda há luz em meu caminho, um novo fim,
E meu coração forte, jamais irá falhar.

Sinto que me levam, mas não desisto de lutar,
Nunca é tarde para mudar o rumo da história.
Ainda há muito a viver, amar e sonhar,
E a vida é uma dádiva, uma grande vitória!

EM MEMÓRIA À TODOS OS POLICIAIS QUE TOMBARAM DEFENDENDO A SOCIEDADE


“Com o sacrifício da própria vida... Quando render-se não é uma opção"




terça-feira, 14 de março de 2023

Um só dia não basta

"Poesias e Devaneios", Nº 92

Um só dia não basta
Para um coração cheio de amor
Eu anseio sentir tua presença
E teu calor me aquecendo, sem pudor

Quero me envolver em teus braços
E sentir a brisa do teu espaço
Adocicar o mar dos meus desejos
Com o açúcar dos teus beijos

Se o desejar alguém é um pecado
Então nunca serei absolvido
Pois te desejo com fervor!

O inferno pode ser o meu paraíso
E mesmo que eu perca o juízo
Continuarei te querendo com ardor
Boca de mel, cabelo de ouro, doce flor!

Oh, meu amor, minha paixão
Diga que quer também
Te desejo, te anseio, te amo
Chuta pra longe a solidão!

Quero me envolver em teus braços
E sentir a brisa do teu espaço
Adocicar o mar dos meus desejos
Com o açúcar dos teus beijos!

Um só dia não basta
Para um coração cheio de amor
Eu anseio sentir tua presença
E teu calor me aquecendo, sem pudor.


"Te amar, te amar ...Pra mim seria...
Ótimo estar, contigo todo dia"

segunda-feira, 6 de março de 2023

Avante

"Poesias e Devaneios", Nº 91

Avante sem olhar para trás
Deixando tudo, sem hesitação
Deixar memórias e histórias para trás
E seguir em frente, rumo à evolução

Deixando o passado, sem olhar
As memórias tristes ficam para trás
O coração pode estar pesado
Mas a liberdade é mais forte, não há mais paz

A decisão é não olhar mais para trás
Avançar sem medo ou hesitação
Embora a jornada possa ser solitária
O futuro aguarda, há esperança em cada estação

Deixando para trás o que não é mais
Queimando pontes, cortando laços
Com coragem de soldado, forte e capaz
Partir sem olhar para trás, nenhum atraso

Avante sem olhar para trás
Deixar tudo, sem hesitação
Deixar memórias e histórias para trás
E seguir em frente, rumo à realização.



"O Futuro é brilhante, e o melhor está por vir..."

quarta-feira, 1 de março de 2023

Ode ao Querer

"Poesias e Devaneios", Nº 90


Oh, que louvor ao amor que nos dilacera!
Que embevece, cega e nos faz sofrer
Um amor febril, ardente e desesperado
Que nos deixa em dor, sonhos sepultados

Salve a vida, repleta de desilusão!
Onde o ser é parte do todo e nada mais
Um estranho entre a multidão
Vivendo na Terra, sonhando com Marte

E a solidão no cosmos que tanto almejas
Já não é mais uma prisão, é liberdade
A fuga das dores e das pelejas
A que a vida nos condena sem piedade

Que ninguém ouse me chamar de covarde
Por buscar a existência mais plena
Livre da dor, da solidão e do alarde
Em busca de uma felicidade serena

Oh, que louvor ao amor que nos dilacera!
Que embevece, cega e nos faz sofrer...

"Amor e liberdade: Um paradoxo a viver.
Prender é não amar: Liberdade é escolher."



terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Máscaras

"Poesias e Devaneios", Nº 89

Sempre há
uma história, uma tristeza, uma lembrança... sempre há
Uma máscara, do seu rosto
Perdida por aí

Caída na calçada
Achei tuas nuances
Despidas em poeira
Que foram teus sonhos

Olha pra trás
Mas não muito!
Olha pra frente
Mas nunca para baixo!

Você esconde mais
Com sua face desnuda
Que se ainda usasse
Aquela velha máscara suja

Vamos embora
Vamos logo
Que vêm chuva
Tempestade adiante!

E você lembrará
Da marca indelével
Que sempre haverá
E sempre vai haver!

Sempre há
uma história, uma tristeza, uma lembrança... sempre há
Uma máscara, do seu rosto
Perdida por aí


"Tem a forma do seu rosto, que só finge por aí...
Escondendo uma palavra, mente a todas as canções...
Cada frase inicia um discurso de ilusões..."



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Oblivion

"Poesias e Devaneios", Nº 88

It will be different from now on
Always with you, in the sunlight and in the light.
 

No longer in the shadows, but in the light
No fear, no regrets, we move on
 

Let's lay down our lives for a brighter future
No hesitation, no looking back
 

Listen to the sound of the wind, nature guiding us
The song of the birds, enchanting us
 

Feel the cool breeze of dawn, the new day starting
Smell of wet grass, life renewing
 

Walking on the ground, firm in our feelings
Determined steps, never sleeping
 

We want to wake up and see the world with new eyes
Without forgetting the past, but without getting stuck in it
 

We won't be forgotten, but remembered for what we've done
And we will go to infinity, with a heart full of love
 

It will be different from now on
Always with you, in the sunlight and in the light.


"Learning how to recompose the words
Let time just fly"




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Carta: "Quero Muito"

"Cartas Perdidas", Nº 36

DIadema/SP, 01 de Janeiro de 1993

Tento lembrar! Não é precípuo nem auspicioso eu tentar explicar o inexplicável, nem é de nossa ética fazê-lo!

Mas o fato é que eu não consigo te esquecer, e nem tentei fazê-lo de forma eficiente! E nem seria de fato assim feito! Eu sempre lembro de ti e sua terra!

E dessa forma me entrego dessa forma! E você sabe que em nenhum momento quero “reconciliar” pois seu coração é tão seu! E é tão duro quanto o meu! E eu antes de tentar ganhá-lo devo merecê-lo! E nunca pensei nisso! És tão duro!

Mas assim como essa carta lhe causa ternura no coração quero lembrar que seu coração, como eu meu, não é feito de pedra, e sente ternura, e essas palavras sirvam de inspiração! Lembrar que o supervisor mais “coração duro” foi convencido que até o orgulho pode ser demovido  por um sentimento! Por mais mal explicado que sejam as coisas! Eu aprendi a te amar e também sua terra!



Se o senhor não está lembrado
Da licença de contar
Que aqui onde agora está
Esse edifício alto
Era uma casa velha um palacete assobradado






terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Amálgamas

"Poesias e Devaneios", Nº 87


Éramos almálgamas
Pedaços um do outro
Éramos retalhos
Imperfeitos amantes

Arrebatado!
Me assim sentia...
Arrematado!
Me deixei levar...

Transpassado!
Assim fiquei...
Ao solo!
Não evitei...

Afogar!
Me sucedeu...
Às lágrimas!
Já não verteu...

Cheiro!
Seu doce amor...
Quis!
Puro fulgor...

Acordar!
Já acabou?
Levantar!
E terminou...

Éramos almálgamas
Pedaços um do outro
Éramos retalhos
Imperfeitos amantes


Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
E quando vejo o mar
Existe algo que diz