sábado, 27 de janeiro de 2024

Melodia Oculta e Verdades Embriagadas

"Poesias e Devaneios", Nº 101

Piores porres, gosto amargo persiste,
Boca de uma garrafa, memórias o tempo insiste.
Gosto de vidro, ressaca da verdade
Na noite embriaguez, a alma se entrega.

Uma festa acolhedora, casa cheia e repleta,
O Bardo dedilhando, violão cena secreta.
À paisana, ele canta, melodia própria e sua,
Enquanto eu, orgulhoso, oculto a ternura.

Num depósito de mistérios, loja vasta se desenha,
Chapéu na cabeça, desço, sentimentos me enleiam.
Celular toca! Ela na linha, do outro lado,
Garagem, ela sentada, olhar que me fascinado.

Bota preta e saia curta, estilo único, ela ostenta,
Aroma bom, abraços, cheiro que a alma sustenta.
Encaixe perfeito, típico sonho,
Mas a verdade, essencial!

Abraços e perguntas, ilusão se desenhando,
"Quer ouvir a verdade ou algo que te acalma?"
Pergunta ecoa, consciência martela, o coração dispara,
Ela fala, desperto antes, resposta na linha que não para.

Reflexão perdura, sonho desvanece,
Noites que o tempo esquece.
No enigma dos ébrios, se desenha,
A verdade se revela, que magoa e não resenha

Piores porres, gosto amargo persiste,
Boca de uma garrafa, memórias o tempo insiste.
Gosto de vidro, ressaca da verdade
Na noite embriaguez, a alma se entrega.




"(...)foi a melhor reflexão que eu tive disso tudo, a melhor reflexão..."



segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Escorri o tempo pelos meus dedos!

"Poesias e Devaneios", Nº 100

Escorri o tempo pelos meus dedos!

Perdi muita coisa!

As moscas que passaram na lâmpada...
No relógio da vida, vejo o ponteiro dançar,
Lamentação silenciosa, como folhas a tombar,
Na dança efêmera dos dias que foram perdidos.

No alvorecer da juventude, sonhos a florescer,
Mas o tempo implacável fez-se senhor do destino.
Entre risos e lágrimas, vi o passado fenecer, morrer
E a saudade teceu um manto, lúgubre e divino.

As horas corriam velozes, como rios a fluir,
E eu, espectador solitário, a ver o tempo partir.
Nas rugas do espelho, reflexo a envelhecer,
Lembranças ecoam, como ecos a ressoar a existir.

Ah, como anseio pelo retorno de momentos idos,
Quando a vida pulsava em compasso vibrante.
Hoje, contemplo o crepúsculo dos sonhos já idos,
No lamento das horas, no eco do passado distante.

Agora, diante do ocaso, deixo o tempo deslizar,
Entre dedos calejados, como grãos de areia a escoar.
Lamentação serena, no peito a ecoar o suspirar,
No silêncio da alma, o eco do tempo a se dissipar.

Perdi muita coisa!

Escorri o tempo pelos meus dedos...



Contra a foice do Tempo é vão combate...



terça-feira, 29 de agosto de 2023

Solipsismo

"Poesias e Devaneios", Nº 99

Noite, escuridão, EU persisto.
Enquanto você, no vazio, insiste.
Calor do amor, palpável e quente.
Mas seu mundo frio, nada se sente!

No ar que respiro, vida transborda!
Enquanto em sua ausência, tudo se acorda.
Eu existo, real, ser vivente,
Enquanto você, uma mente ausente.

Cada batida, meu coração ecoa.
Em contraste com a solidão, que você entoa.
Eu sou a vida, a essência, o movimento!
E você? Apenas um eco no silêncio.

Entre existência e ilusão, a distância é vasta.
Eu sou a chama que queima, a vida que arrasta!
Em mim, o pulsar do universo se assiste,
Enquanto em você, somente o vazio persiste.

Noite, escuridão, EU persisto.
Enquanto você, no vazio, insiste.
Calor do amor, palpável e quente.
Mas seu mundo frio, nada se sente!



“Minha imaginação me torna humano e me torna um tolo;
dá-me todo o mundo e dele me exila.”

- Ursula K. Le Guin




domingo, 30 de julho de 2023

Adeus, menina!

"Poesias e Devaneios", Nº 98

Menina, não vou ficar, eu vou
Eu vou pra entender
Quem eu sou!

Sem você, seguirei meu caminho
Dentro de mim, amor permanecerá
Em algum lugar calmo, o homem que também sou
Escolhe andar por onde vão seus pés

Aqui fico hoje, mas a moça que amava
Amanhã ou depois, estará em outro lugar
E ainda assim, que nos unia
Será eterno, sem fronteiras para cruzar

A moça agora é mulher!
Escrevendo seu destino, horizonte
Partir, amada, dizer adeus
Te prometo, quem quer, bem e amar

Ama como é, ama sua liberdade
E mesmo distante, presente
Te falo quem quer o bem
Para seu amor


Eu tenho que ir, amada
Adeus, menina!



"...não há último adeus, senão aquele que se não diz."

terça-feira, 11 de julho de 2023

Há certa loucura na bravura

"Poesias e Devaneios", Nº 97

Há certa loucura na bravura
Que nos move além dos limites
No ímpeto audaz, busca aventura
Onde coração ousa em frente

Na loucura, encontramos
Coragem e ousadia
Cada passo, alforria
Seguindo a intuição

A bravura faz voar
Além céus destemor
Asas fixas e mil sonhos
Da sensatez nova cor

Dança da vida,
Loucura e bravura
Entrelaçam jornadas
No chão, pé firme e alada

Louco bravio
Eterno navegante
Mares incertos,
Destino sextante

Em frente seguir
Não teme arriscar
A semente, plantar
Vida intensa, voar!

Há certa loucura na bravura
Que nos move além dos limites
No ímpeto audaz, busca aventura
Onde coração ousa em frente
!



Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna,
para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na
presença de muitas testemunhas.

1 Timóteo 6:12



quinta-feira, 29 de junho de 2023

Delusão Ascendente

"Poesias e Devaneios", Nº 96

Um véu, cada olhar
De sonhos, desejos
E agora, afinal,
Em excesso delusões

Enganamos aos bordões
Com promessas e encantos
E revela ilusões
Se desfaz meio aos prantos

Acreditar que não era
Prosopopéias fantasiosas
Mas agora claramente
Ilusões ardorosas

Iludindo e iludido
Em um jogo de enganos
Finalmente sem desfalque
Tua alma sem desmandos

Um véu, cada olhar
De sonhos, desejos
E agora, afinal,
Em excesso delusões



Apegado às palavras, a realidade se perde;
estagnado em frases, há delusão...


quinta-feira, 25 de maio de 2023

Cotard

"Poesias e Devaneios", Nº 95

Jazia sem vida, imerso na escuridão
Sem chão para pisar, nem céu para contemplar
Apenas uma existência vazia, sem sentido
Hoje, solo firme! Horizonte a brilhar!

Ergo-me das sombras, renascido em luz
Encontro os alicerces que sustentam meus passos
Para trás a apatia, a alma em turbulência
Avanço adiante, com fé nos meus traços

Cada passo renascimento, contemplo novo ser
A vida pulsa em meu peito, em cada respirar
Sinto-me despertar, a essência em ascensão
Um presente divino, não posso desperdiçar

Passado não me prende, livre meu caminhar
Desperto para um presente pleno da possibilidade
Para trás àquela sombra, da existência estagnada
Hoje, abraço o futuro! Gratidão e humildade

Cada dia que desperto, vivo assim estou
Chão sob meus pés, firme e seguro
Existo de verdade, em cada respiração
E caminho em direção ao futuro puro.


"O futuro vai ser tão brilhante que
nem vamos precisar de olhos para ver".


sábado, 6 de maio de 2023

Estrela Eterna? É real?

"Poesias e Devaneios", Nº 94

Na escuridão da noite, ergue-se a lenda sombria,
“O que é real?” sussurra nas sombras da memória.

Um segredo velado, uma verdade fugidia,
Uma fonte, a fonte de uma mágica história.

Pelos corredores da casa, o mistério se estende,
Uma estrela eterna, perdida nas profundezas.

A busca incansável, anseio não se rende,
Entre folhas e páginas, afloram tristezas.

No vão do tempo, um amor enlaçado,
Princesa e príncipe, união interrompida.
Estrela guardiã, elo que o destino enterrou,
“O que é real?” ressoa na alma, lembrança perdida, PERDIDA!

Pétalas caídas, o passado se desvanece,
Esperança é um suspiro que no peito pulsa.
Lenda se espalha, ecoando em cada prece,
Busca resgatar o que o tempo oculta.

Nas noites estreladas, a promessa se renova,
Um vislumbre de luz na escuridão profunda.
“O que é real?”, a crença que o coração aprova,
Um fio de esperança, uma história tão fecunda.

Ainda que o tempo teime em desfazer os laços,
A chama do amor permanece acesa.
No reino dos sonhos, entre risos e abraços,
A lenda persiste, imortal e indefesa.

E assim, ele avança com sua coragem,
Em busca da estrela que o destino ocultou.
“O que é real?”, o murmúrio que guia sua viagem,
Promessa de um amor que nunca se esvaiu.

Lenda urbana, um toque melancolia,
“O que é real?” ecoa âmago ferido.
Há sempre um vislumbre, esperança no dia!

A estrela eterna, em segredo, renasce em seu sentido.
A estrela eterna foi, em seu âmago, DIFAMADA
A estrela eterna, é, em essênssia, ETERNA. 



"L é real 2401"


sexta-feira, 14 de abril de 2023

Tarde ou cedo demais

"Curtas", Nº 47

A desventura do tempo se abateu sobre mim quando finalmente a encontrei, tarde demais para desfrutar de tudo o que ela tinha a oferecer. Mas antes disso, sem ter a chance de realmente conhecê-la, seu coração já havia sido cativado pela sua graça e encanto, mergulhando profundamente no amor que sentia.

Evidente paradoxo: tarde demais para apreciar, cedo demais para amar. O sentimento que lhe apoderou foi forte demais para ser ignorado, como se o destino tivesse brincado, pregando uma peça cruel em sua alma, o fazendo amar sem ter a chance de desfrutar.

O que ele poderá fazer agora, senão lamentar o que poderia ter sido, o que poderia ter acontecido se tivesse a chance de conhecê-la antes, de me aproximar antes que fosse tarde demais? Na certeza do sentimento permanecer ele se inertiza, mesmo que por ora não possa ser correspondido da maneira adequada.


"De que vale um nome, se o que chamamos rosa, sob outra designação teria igual perfume?"



sexta-feira, 24 de março de 2023

E meu coração forte, jamais irá falhar

"Poesias e Devaneios", Nº 93

Sinto que me levam, sem escolha minha,
E tudo ao redor parece turvo, sem nitidez.
Já vi essa cena antes, várias vezes repetida,
Mas não assim, com essa pressa e avidez.

Por que correm tão rápido, para onde vão?
As emergências nem sempre salvam a vida,
Mas não sinto medo, meu coração segue são,
Não estou pronto para deixar esta partida.

Talvez seja um sonho, uma ilusão passageira,
Mas a sensação é real, não há como negar.
Será que meu tempo chegou, a hora derradeira?
Ou ainda tenho coisas a fazer, minha vida a tocar?

Não quero partir, não agora, não assim,
Há tanto a explorar, descobrir, desvendar.
Ainda há luz em meu caminho, um novo fim,
E meu coração forte, jamais irá falhar.

Sinto que me levam, mas não desisto de lutar,
Nunca é tarde para mudar o rumo da história.
Ainda há muito a viver, amar e sonhar,
E a vida é uma dádiva, uma grande vitória!

EM MEMÓRIA À TODOS OS POLICIAIS QUE TOMBARAM DEFENDENDO A SOCIEDADE


“Com o sacrifício da própria vida... Quando render-se não é uma opção"




terça-feira, 14 de março de 2023

Um só dia não basta

"Poesias e Devaneios", Nº 92

Um só dia não basta
Para um coração cheio de amor
Eu anseio sentir tua presença
E teu calor me aquecendo, sem pudor

Quero me envolver em teus braços
E sentir a brisa do teu espaço
Adocicar o mar dos meus desejos
Com o açúcar dos teus beijos

Se o desejar alguém é um pecado
Então nunca serei absolvido
Pois te desejo com fervor!

O inferno pode ser o meu paraíso
E mesmo que eu perca o juízo
Continuarei te querendo com ardor
Boca de mel, cabelo de ouro, doce flor!

Oh, meu amor, minha paixão
Diga que quer também
Te desejo, te anseio, te amo
Chuta pra longe a solidão!

Quero me envolver em teus braços
E sentir a brisa do teu espaço
Adocicar o mar dos meus desejos
Com o açúcar dos teus beijos!

Um só dia não basta
Para um coração cheio de amor
Eu anseio sentir tua presença
E teu calor me aquecendo, sem pudor.


"Te amar, te amar ...Pra mim seria...
Ótimo estar, contigo todo dia"

segunda-feira, 6 de março de 2023

Avante

"Poesias e Devaneios", Nº 91

Avante sem olhar para trás
Deixando tudo, sem hesitação
Deixar memórias e histórias para trás
E seguir em frente, rumo à evolução

Deixando o passado, sem olhar
As memórias tristes ficam para trás
O coração pode estar pesado
Mas a liberdade é mais forte, não há mais paz

A decisão é não olhar mais para trás
Avançar sem medo ou hesitação
Embora a jornada possa ser solitária
O futuro aguarda, há esperança em cada estação

Deixando para trás o que não é mais
Queimando pontes, cortando laços
Com coragem de soldado, forte e capaz
Partir sem olhar para trás, nenhum atraso

Avante sem olhar para trás
Deixar tudo, sem hesitação
Deixar memórias e histórias para trás
E seguir em frente, rumo à realização.



"O Futuro é brilhante, e o melhor está por vir..."

quarta-feira, 1 de março de 2023

Ode ao Querer

"Poesias e Devaneios", Nº 90


Oh, que louvor ao amor que nos dilacera!
Que embevece, cega e nos faz sofrer
Um amor febril, ardente e desesperado
Que nos deixa em dor, sonhos sepultados

Salve a vida, repleta de desilusão!
Onde o ser é parte do todo e nada mais
Um estranho entre a multidão
Vivendo na Terra, sonhando com Marte

E a solidão no cosmos que tanto almejas
Já não é mais uma prisão, é liberdade
A fuga das dores e das pelejas
A que a vida nos condena sem piedade

Que ninguém ouse me chamar de covarde
Por buscar a existência mais plena
Livre da dor, da solidão e do alarde
Em busca de uma felicidade serena

Oh, que louvor ao amor que nos dilacera!
Que embevece, cega e nos faz sofrer...

"Amor e liberdade: Um paradoxo a viver.
Prender é não amar: Liberdade é escolher."



terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Máscaras

"Poesias e Devaneios", Nº 89

Sempre há
uma história, uma tristeza, uma lembrança... sempre há
Uma máscara, do seu rosto
Perdida por aí

Caída na calçada
Achei tuas nuances
Despidas em poeira
Que foram teus sonhos

Olha pra trás
Mas não muito!
Olha pra frente
Mas nunca para baixo!

Você esconde mais
Com sua face desnuda
Que se ainda usasse
Aquela velha máscara suja

Vamos embora
Vamos logo
Que vêm chuva
Tempestade adiante!

E você lembrará
Da marca indelével
Que sempre haverá
E sempre vai haver!

Sempre há
uma história, uma tristeza, uma lembrança... sempre há
Uma máscara, do seu rosto
Perdida por aí


"Tem a forma do seu rosto, que só finge por aí...
Escondendo uma palavra, mente a todas as canções...
Cada frase inicia um discurso de ilusões..."



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Oblivion

"Poesias e Devaneios", Nº 88

It will be different from now on
Always with you, in the sunlight and in the light.
 

No longer in the shadows, but in the light
No fear, no regrets, we move on
 

Let's lay down our lives for a brighter future
No hesitation, no looking back
 

Listen to the sound of the wind, nature guiding us
The song of the birds, enchanting us
 

Feel the cool breeze of dawn, the new day starting
Smell of wet grass, life renewing
 

Walking on the ground, firm in our feelings
Determined steps, never sleeping
 

We want to wake up and see the world with new eyes
Without forgetting the past, but without getting stuck in it
 

We won't be forgotten, but remembered for what we've done
And we will go to infinity, with a heart full of love
 

It will be different from now on
Always with you, in the sunlight and in the light.


"Learning how to recompose the words
Let time just fly"




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Carta: "Quero Muito"

"Cartas Perdidas", Nº 36

DIadema/SP, 01 de Janeiro de 1993

Tento lembrar! Não é precípuo nem auspicioso eu tentar explicar o inexplicável, nem é de nossa ética fazê-lo!

Mas o fato é que eu não consigo te esquecer, e nem tentei fazê-lo de forma eficiente! E nem seria de fato assim feito! Eu sempre lembro de ti e sua terra!

E dessa forma me entrego dessa forma! E você sabe que em nenhum momento quero “reconciliar” pois seu coração é tão seu! E é tão duro quanto o meu! E eu antes de tentar ganhá-lo devo merecê-lo! E nunca pensei nisso! És tão duro!

Mas assim como essa carta lhe causa ternura no coração quero lembrar que seu coração, como eu meu, não é feito de pedra, e sente ternura, e essas palavras sirvam de inspiração! Lembrar que o supervisor mais “coração duro” foi convencido que até o orgulho pode ser demovido  por um sentimento! Por mais mal explicado que sejam as coisas! Eu aprendi a te amar e também sua terra!



Se o senhor não está lembrado
Da licença de contar
Que aqui onde agora está
Esse edifício alto
Era uma casa velha um palacete assobradado






terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Amálgamas

"Poesias e Devaneios", Nº 87


Éramos almálgamas
Pedaços um do outro
Éramos retalhos
Imperfeitos amantes

Arrebatado!
Me assim sentia...
Arrematado!
Me deixei levar...

Transpassado!
Assim fiquei...
Ao solo!
Não evitei...

Afogar!
Me sucedeu...
Às lágrimas!
Já não verteu...

Cheiro!
Seu doce amor...
Quis!
Puro fulgor...

Acordar!
Já acabou?
Levantar!
E terminou...

Éramos almálgamas
Pedaços um do outro
Éramos retalhos
Imperfeitos amantes


Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
E quando vejo o mar
Existe algo que diz



domingo, 29 de janeiro de 2023

Hino do Mar

"Poesias e Devaneios", Nº 86

Nada
Nada é como deveria
Nada foi como deveria
Nada foi como você pensava

Você lutou tanto
E no final
Viu que tudo era
Inútil

Isso tudo foi
Isso tudo passou
Isso tudo cedeu
Isso tudo morreu

Eu queria ser
Eu queria lembrar
Eu queria amar
Eu queria

Você lutou tanto
E no final
O Amor afundou
Inútil

Nada
Nada é como deveria
Nada foi como deveria
Nada foi como você pensava





“A primeira viagem do Titanic deve render manchetes.”

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Apesar de tudo... Haverá!

"Poesias e Devaneios", Nº 85

Mesmo com as sombras que o acompanham
E os males que insistem em lhe recair
Você se reconstruirá e seguirá firme
Com otimismo e esperança a sorrir!

A cada dia será uma nova chance
De caminhar com passos firmes e seguros
Com o coração cheio de alegria e paz
E uma alma flamejante de futuros

Você encontrará o seu lugar
Ouvirá sua verdade interior
Sentirá a beleza dos sabores da vida
E verá as nuances em cada cor

Antes sem rumo, agora nos trilhos
Antes sombrio, agora brilhante e forte
Você nunca esquecerá do passado
Mas também não esmorecerá na sorte

A sombra pode te acompanhar
E a moléstia pode persistir
Mas com força e coragem no peito
Nada poderá fazer você desistir

Então siga em frente, sem desanimar
Acredite no que o futuro pode ser
Porque apesar de tudo, haverá
Sempre uma luz brilhando para você.

Mesmo com as sombras que o acompanham
E os males que insistem em lhe recair
Você se reconstruirá e seguirá firme
Com otimismo e esperança a sorri!





Há muito mais do que se vê à primeira vista,
E você tem a capacidade de ir além de si mesmo e fazer a diferença.






quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Carta: "Só que você mudou e me mudou!"

"Cartas Perdidas", Nº 35

Divinópolis/MG, 06 de Janeiro de 1993

De repente e sem muito preparo, te amo! E percebo em um momento que não deveria perceber, onde nada nos é favorável! Mas acredito que tudo isso é temporário, como tudo na vida!

Mas de fato “te amar” é algo que eu tive que refletir bastante, pois não é algo do meu feitio isso. Pois eu também faço parte do time dos “duros”.

Só que você mudou e me mudou!

Te amo no sentido de querer estar com você todo o tempo, e querer constituir um futuro do seu lado, e é um sentimento nobre e raro, pois não senti isso nessa década nem na passada... não sou um “lobo solitário” como sempre disseram alguns amigos próximos, mas depois que te conheci muita coisa mudou e horizontes se ampliaram, e alguns conceitos mudaram de fato... Te vi como um semelhante, com os mesmos objetivos, e vivendo sob os mesmos princípios norteantes de vida... além do que senti vontade imensa de constituir uma vida e uma família com você!

Ainda que eu contenha muitos defeitos e não saiba ao certo a amplitude dessa expressão, eu posso dizer sem traços de dúvidas...

Te amo, em demasia!




"O gosto do seu beijo ainda em minha boca eu sinto...
Forte demais para se esquecer..."



quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Mais Tarde

"Curtas", Nº 46

Mais tarde! Mais tarde!
Falo contigo mais tarde.
Ligo-te mais tarde.
Vejo-te mais tarde.
Vamos passear mais tarde.
Eu digo-te como me sinto mais tarde.
Mais tarde, saberás o quanto significas para mim.

Mais tarde, talvez nos amemos e talvez nos esqueçamos.
Guardamos tudo para depois e esquecemos que o "mais tarde" não é nosso!
Que as pessoas ′′depois′′ podem não estar mais conosco.
Que ′′mais tarde′′ podemos não ouvi-las mais, não vamos vê-las.
Que as crianças ′′depois′′ não são mais crianças, e que os pais são apenas uma memória.

Naquele ′′mais tarde′′ o dia transforma-se em noite, a noite em impotência, o sorriso em dor e a vida em memória.

′′ DEPOIS, SERÁ TARDE DEMAIS! ′′

Sê agora!

Por J. Brien



Adeus! És muito cara para que eu te tenha,
E bem conheces o teu próprio valor:
O privilégio de teu peso te liberta;
Minha devoção a ti é toda determinada.



terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Pandora

"Poesias e Devaneios", Nº 84

Não posso negar
Que ainda sinto medo
Que ainda tenho dúvidas…
Se um dia isso passa! 

Eu não posso negar
Que ainda me sinto assim
um tanto incompleto,
um tanto triste,
um tanto insatisfeito… 
um tanto nostálgico

Esperando o que não veio
Temendo o imponderável

Mas ainda assim
Há algo em mim
...que ainda resiste
Bem lá no fundo
Ao cansaço e a desistência 

Poderia chamar de "fé"
Mas à cabeça me vem 
Termo mais adequado:
é esperança. 

Ainda que por mim
A boca que beija 
É a mesma que esbraveja

Ainda que por nós
Nos amamos
Depois nos destruímos

Nos passos tortuosos
Assim nos amaremos
Pra depois nos destruirmos

Quando a ressaca passar
E nossa mente esfriar
Veremos do que restou
Veremos 
O que de nós sobrou

Não posso negar
Que ainda sinto medo
Que ainda tenho dúvidas…
Se um dia isso passa!  


Uma vez aberta, não há mais volta!



quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Não olhe para trás!

"Curtas", Nº 45

Não olhe para trás!

Não volte para onde um dia você foi feliz, é uma armadilha da melancolia, tudo terá mudado e nada será igual, nem mesmo você! Nada permanece imutável, até as pedras se dissolvem!

Não tente procurar as mesmas paisagens, nem as mesmas pessoas, as mesmas esquinas, os mesmos cheiros das mesmas flores... elas não estarão lá! O tempo, implacável, indigesto, joga sujo! E terá se encarregado de destruir tudo o que um dia te fez feliz e te acalentou.

Não volte para o lugar onde um dia você foi feliz, mantenha-o sempre na sua memória, como era, mas não volte.

Não volte ao passado, você já o conhece, a vida continua e há novos caminhos para percorrer! O futuro está à nossa espreita! E ele será tão brilhante que nem vamos precisar de olhos para ver!

Não olhe para trás!


"A vida é uma longa despedida de tudo aquilo que a gente ama."
Victor Hugo


segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Eucatástrofe

"Poesias e Devaneios", Nº 83

Eu olhei dentro de mim
Para me encontrar
Para me purificar
Para cessar a dor

Do outro lado do rio
Uma vida se passa
Olhe no espelho
E você descobrirá

Eu nasci na solidão
Ela me apavorou
Um véu de neblina bem diante dos meus olhos
Eu andei nas sombras

Eu me afoguei na chuva
Eu encontrei o deserto
E eu nasci novamente
Do outro lado do rio

Uma vida se passa
Olhe no espelho
E você irá descobrir
Eu nasci na solidão

Ela me crucificou
Usando uma coroa de espinhos
Agora eu sou livre
Nasci para ser um homem

Vazio!
Me fez compreender
O que fica oculto nas profundezas do interior
Agora eu sou livre

Nasci para ser o homem
Mortalidade!
Varreu a areia para longe
Do que estava oculto nas profundezas do interior

Sonho disforme e sem nome
Absorto em camadas gélidas da vida
Canta a canção do que todos somos
Vazio!

Eu olhei dentro de mim
Para me encontrar
Para me purificar
Para cessar a dor



"Para me purificar
Para cessar a dor"

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Te extraño, pero no te buscaré

"Poesias e Devaneios", Nº 82

Te extraño, pero no te buscaré,
No te buscaré

Fue un amor tan grande
De aquel amor que yo tenía, lo guardaba
De aquel amor que usted tenía, lo guardaba
Es como un final y volver ayer

Fue un flechazo tan fugaz
Me quedé con ese calor que era tuyo
Yo me quede con ese amor que era nuestro
Es como una final y viceversa.

Habla me como te camelo yo
Quiéreme como te hablo yo
¿Qué tan improbable fue que uno llegara al otro?

Viene el anhelo
Cuando ves que no hay vuelta atrás
Incluso cuando quería morir
Celoso de ti, te extrañé

Para el amor no hay fronteras
Tiene presa cuando quiere
Quiero volar, navegar otros mares
Lleva un tiempo sin verse pero no se separa

Fue un flechazo tan fugaz
Me quedé con ese calor que era tuyo
Fue un amor tan grande
De aquel amor que yo tenía, lo guardaba

Te extraño, pero no te buscaré,
No te buscaré




¡Las despedidas son inevitables!

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Namárië

"Poesias e Devaneios", Nº 81

Ai! Como ouro caem as folhas ao vento,

longos anos inumeráveis como as asas das árvores!

Os longos anos se passaram como goles rápidos

do doce hidromel em salões altos

além do Oeste, sob as abóbadas azuis de Varda


Onde as estrelas tremem

na canção de sua voz, de santa e rainha.

Quem agora há de encher-me a taça outra vez?

Pois agora a Inflamadora, Varda, a Rainha das Estrelas,


Do Monte Semprebranco ergueu suas mãos como nuvens,

e todos os caminhos mergulharam fundo nas trevas;

e de uma terra cinzenta a escuridão se deita

sobre as ondas espumantes entre nós,


E a névoa cobra as joias de Calacirya para sempre.

Agora perdida, perdida para aqueles do leste está Valimar!

Adeus! Talvez hajas de encontrar Valimar!

Talvez tu mesmo hajas de encontrá-la! Adeus!


Grande Mestre Tolkien



"O mal não pode criar nada de novo, só pode corromper e arruinar o que as forças do bem inventaram ou fizeram."
J.R.R. Tolkien





sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Solidão

"Curtas", Nº 44

Embora a solidão seja uma condição universal da vida, é importante lembrar que todos nós experimentamos momentos de conexão profunda e amor que nos permitem sair de nós mesmos. Embora possamos nos sentir sozinhos dentro de nossa própria pele e cabeça, podemos encontrar conforto e alegria em relacionamentos positivos com os outros. Quando os adolescentes descobrem a solidão, pode ser difícil para eles entenderem, mas com o tempo, muitos de nós percebem que a solidão é uma parte natural do crescimento e da vida. É verdade que a solidão pode ser desafiadora em momentos, mas é importante lembrar que também podemos encontrar muita beleza e significado em nossa vida, mesmo quando estamos sozinhos.





"A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais."

Arthur Schopenhauer

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

O Tempo Urge!

"Poesias e Devaneios", Nº 80

O tempo urge!

Do tempo e a vida, brotam chances!
E estas têm de ser aproveitadas,
Já que o viver se esfuma num momento!
“A morte é certa”… a maior das verdades,
Mas quantas vidas estão inacabadas
Por se entregarem ao sofrimento?
Há de ser aproveitado
Com aquilo que de melhor temos…
O que mais amamos, por perto ter!
Ao nosso nado, que se faça crescer!
E trilhar os caminhos do amor! No amor!
Não desperdiçar chances,
Valorizar as posse não física, e o que tens na mão!
Em tudo encontrar gratidão!
Viver não é amanhã… agora é!
Nunca haverá na vida maior bem
Que o bem que levamos no coração!

O tempo urge!

 


"Contra a foice do Tempo é vão combate
Salvo a prole, que o enfrenta se te abate.”


sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Anti-Epifania

"Poesias e Devaneios", Nº 79


O homem dorme. Sonha!
Querendo nunca acreditar
Como chegou a esse ponto
Sem ter como retornar!

Pelos caminhos que buscou
Nenhum o fez decifrar
O enigma da existência
Nunca desistiu de procurar

O espírito da verdade
Tão difícil encontrar
Resta apenas o desejo
De atingir outro lugar

Angústia. Acorda
Se pergunta o que fez
Descobriu o absoluto?
No fim é simples

Não importa o que és, mas o que irá te tornar
Não importa onde estás, mas onde tentará chegar
Nem importa o que tens, mas o que poderá mostrar
Liberta do que te pesas e talvez assim conseguirá

Dos teus feitos mais sublimes
Inúteis, não vão te transformar
Se apoiar no inexplicável
Nada vai se revelar

Das falhas tentativas humanas
Quase ínfimos são os caminhos a trilhar
Mistério obscuro e verdade inalcançável
No fim prevalecerá

Supremacia da razão, busca exata da realidade
Breve sensação de triunfo, perfeita mediocridade
Absurdo sobrenatural diante de tão falha mortalidade
Superar breve existência para conquistar a eternidade

O homem dorme. Sonha!
Querendo nunca acreditar
Como chegou a esse ponto
Sem ter como retornar!


Você conseguiu ser corajoso em seus pensamentos?
Imaginando ser capaz de ir lá e lidar com eles?
e se divertir ?
Você acha que você poderia ser a alma da festa ?


quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Ciclos

"Poesias e Devaneios", Nº 78

Ciclos não se repetem, se renovam
a vida não acaba, se refaz
um dia após o outro

Um dia...

Que a essência que me compõe
outrora erigida em meus poros
que nota-se, se resvala ao solo

Que meus sonhos flutuantes
regados à devaneios
que hoje erráticos e errantes

Que pressas fúteis
irreflexões sem lastro
que hoje esqueceram o caminho de casa

Que os desejos profanos
concupiscência imbecis
que expiraram com o vento

Que os vãs medos
consumições desalentadas
que se amiudaram no tapete

Ciclos não se repetem, se renovam
a vida não acaba, se refaz
um dia após o outro

Um dia...a essência que me compunha
outrora erigida em meus poros
HOJE se resvala ao solo

Um dia...


"A vida material ,representada simbolicamente como ouroboros: o tempo é a cabeça,
que traça a própria cauda, que representa a vida material, desde o nascimento até a morte..."